segunda-feira, 30 de agosto de 2010

destiny!


"Nos encontramos em meio à multidão, houve uma troca de olhares impactante, e, no mesmo instante - mesmo que não nos conhecessemos - sabíamos que nossas almas pertenciam uma a outra. Com uma certa impulsividade ele se aproximou e com visível interesse se apresentou; quando ouvi o timbre da sua voz, me senti estremecer, não de medo ou vergonha, mas de um sentimento que estava se manifestando dentro de mim, em todos os meus órgãos. Meu coração palpitava, minha pele suava como nunca e meu estômago nunca ficara tão cheio de 'borboletas'. Sei que não tenho nenhuma visão de raio x, mas a certeza de que ele estava passando pelos mesmos sintomas que os meus era inegável. Após 2 segundos de troca de olhares, ele se aproximou para beijar minha face, - subtamente seu cheiro entrou pelas minhas narinas de forma espontânea, e, juro que nunca havia sentido perfume melhor que aquele. Depois do beijo, abriu um sorriso e segurou minha mão como quem não quisesse me soltar nunca. Me levou até um lugar calmo, se sentou no meio da grama e me convidou a sentar ao lado dele, logo, o fiz.
Era tudo inacreditável! Como eu poderia estar tão 'íntima' de um estranho - o qual eu só sabia o nome - em questão de minutos? Eu não sabia responder isso, mas a certeza que minha alma o conhecia não me deixava sair dali.
O silêncio prevaleceu, eu não sabia o que fazer - e nem ele pelo visto - mas nunca havia me sentido tão completa em toda a minha vida, eu queria dizer isso à ele, mas não havia coragem o suficiente.
Ainda segurando a minha mão ele me abraçou e no meu ouvido disse a seguinte frase: "Eu sei que a gente nunca se viu, e que isso pode parecer loucura, - houve uma pequena pausa e eu continuei a frase junto dele com uma perfeita simetria de palavras - mas eu nunca fiquei tão feliz e completo(a) em toda a minha vida." Nos olhamos com certo medo, entramos num infinito de gargalhadas e logo surgiu uma felicidade imbatível... ele segurou meu queixo, analisou todo o meu rosto e ali me beijou, com um amor que eu nunca havia experimentado igual..."
Flávia Quintino - 30/08/2010

sábado, 14 de agosto de 2010

suffering


Era uma tarde de terça feira, estava ela acabando com tudo que achava ser seu sofrer; de início ficou aliviada, só não sabia que na verdade seu sofrimento começara ali!
Os dias foram se passando, e sua solidão aumentava cada vez mais. Se arrependeu de ter sido precipitada, como repetira muitas vezes em sua vida, mas dessa vez era bem diferente, nunca havia sido tão difícil se desapegar do passado.
Daquela terça feira em diante todas as músicas, pessoas, todos os cheiros, gostos e sons tinham algo que a levava pensar nele. Nada mais tinha característica própria, a não ser as características dele em todas as coisas.
Ele, que sofrera muito naquela antiga, porém recente terça feira, já não pensava tanto nela assim. Talvez pra ele, ela não passara de mais uma garota, mais uma paixão fulminante, mais uma que havia gostado dele, ou até mesmo um nada, ela poderia ter sido nada pra ele...
Choro, melancolia e sofrimento viraram "amigas" leais da garota, se apoderaram dela de tal forma que ela não sabia mais como se livrar das tais. Seus amigos, que a conheciam bem, sabiam que havia alguma coisa errada com ela, que sempre fora alegre, sorridente e brincalhona; mas ninguém sabia como trazê-la de volta.
Ela estava sem forças pra lutar contra todo esse drama, decidiu então, da pior maneira possível dar um fim àquilo tudo. Partiu em direção à montanha mais alta que havia na cidade, ao chegar lá, andou até o ponto final da mesma, e quando estava prestes a pular no abismo, um forte vento a empurrou para o lado oposto, o que a fez cair no chão, e, na mesma proporção de tempo, fez a garota pensar no que estava fazendo com sua vida.
Era um pensamento confusamente claro, estava a lhe mostrar que as coisas não eram tão graves assim; se ela já vivera todo aquele tempo sem o garoto, por que não poderia viver todo o resto da sua vida sem ele? Uma frase que ouvira a tempos em algum lugar, veio na sua cabeça: "é a minha vida, e não ficarei às margens observando ela passar"; logo após essa lembrança, abriu um largo sorriso - que não abrira há tempos - e voltou pro seu mundo divertido e bacana, sem ao menos lembrar da existência do garoto.
Sem dúvidas ela nunca havia crescido e amadurecido tanto como nas últimas semanas, mas nada disso seria possível se não houvesse a ajuda do mais cruel, ou melhor, o mais "bondoso" dos sentimentos: o sofrimento.


Flávia Quintino - 15/08/10

sábado, 10 de julho de 2010

O Começo..

Estou até agora me perguntando qual foi a minha intenção em criar esse blog. Resposta? Expressar algumas coisas que eu penso, compartilhar um pouco sobre as coisas da minha vida, defender causas, entre outros!
Não creio que terei muitos leitores, porém, vou tentar mantê-lo ativo, caso tenha uma boa repercussão.
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Se você está se perguntando o porquê do blog se chamar "Bipolaridade Alheia", eu farei o favor (a obrigação) de lhe explicar! Bipolaridade (para quem não sabe) é um distúrbio no humor, caracterizado pela variação extrema de humor entre fase maníaca ou hipomaniaca, hiperatividade e grande imaginação, e uma fase de depressão, inibição e ansiedade ou tristeza. ("Wikipédia" passou por aqui...) Estou a um fio de adquirir essa depressão, acredite! Enfim, me identifico demasiadamente com a "Bipolaridade" e, querendo ou não, tenho fortes características desse distúrbio. Portanto, achei uma boa idéia dar esse nome ao blog! Eis a explicação. Sem mais!
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É isso, esse post foi só para esclarecer algumas coisas e iniciar essa vida de blogueira! :D
Boa sorte para mim; ou azar seria melhor?